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CBF aposta alto na arbitragem e inaugura nova fase sob Samir Xaud

Com investimento anunciado de R$ 195 milhões para 2026/2027 e um modelo inédito de profissionalização, gestão amplia diálogo com clubes e federações e fortalece o GT de Arbitragem da CBF, presidido por Netto Góes

Presidente da CBF quer que a arbitragem brasileira reencontre sua identidade e volte ser a melhor do mundo

Por: Pedro Paulo de Jesus

A CBF colocou a arbitragem no centro do seu projeto de modernização e, sob a condução do presidente Samir Xaud, anunciou um pacote de medidas que reposiciona o tema como prioridade de gestão. O principal marco é o lançamento de um programa nacional de profissionalização, com investimento previsto de cerca de R$ 195 milhões no biênio 2026/2027, sinalizando uma mudança de patamar em relação a ciclos anteriores. 

O novo modelo prevê a criação de um grupo de elite com 72 profissionais, contemplando árbitros de campo, assistentes e equipe dedicada ao VAR, com contratos e regras de desempenho, além de capacitação contínua e avaliações periódicas. A proposta, apresentada como política institucional, reforça a ideia de carreira estruturada e compromisso permanente com evolução técnica, padronização e meritocracia. 

Na leitura de bastidores, dirigentes de clubes e federações têm enxergado na atual condução uma postura mais acessível, com canal aberto para ouvir demandas e acelerar decisões. Essa percepção se conecta a um ponto central do novo ciclo: a tentativa de transformar a arbitragem em agenda de governança, com participação e construção coletiva, em vez de respostas pontuais a cada rodada.

Dentro dessa estratégia, a criação do GT de Arbitragem da CBF foi um movimento simbólico e prático. O grupo nasceu com a missão de aprimorar qualidade, transparência e padronização, reunindo clubes, federações e especialistas para consolidar diretrizes e propostas. 

A escolha de Netto Góes para presidir o GT reforça a aposta de Samir Xaud em coordenação com perfil agregador e experiência de gestão no ecossistema federativo. A condução do GT tem sido apresentada pela própria entidade como um espaço permanente de alinhamento estratégico e preparação para a temporada, com evolução em treinamentos e uniformização de procedimentos. 

Com o programa de profissionalização e o GT andando em paralelo, a mensagem da gestão é direta: a arbitragem deixa de ser tratada apenas como problema de rodada e passa a ser tratada como projeto de Estado dentro do futebol brasileiro. Para clubes e federações, o efeito esperado é previsibilidade, redução de ruído e mais confiança no processo. Para a arbitragem, é a chance de virar página com estrutura, valorização e cobrança técnica na mesma medida. 

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