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Paulo Roberto Alves Júnior e a arrogância que o tirou do quadro internacional

Árbitro paranaense acreditou até o último minuto que entraria na FIFA em 2022, mas fracasso político e no campo de jogo impediram sonho do quase quarentão

Ele surgiu no futebol do Paraná como uma luz no fim do túnel. Assolado pelas saídas precoces tanto de Evandro Roman, quanto de Héber Roberto Lopes que optou atuar em Santa Catarina, coube ao Paraná ter que se reinventar diante de um cenário desafiador que tinha pela frente.

Ultrapassado, mas com um método de gestão que há quase 20 anos o mantém no poder, Afonso Victor de Oliveira que há tempos deixou de ser unanimidade em seu estado, teve que apostar no que tinha para justificar sua permanência no quadro. Mas o que ele não sabia era que suas escolhas no futuro não dariam certo.

De um lado, Rafael Tracci que sabe-se lá por qual motivo um dia entrou na FIFA. De outro, o trágico Rodolpho Toski que dispensa qualquer crítica e, para piorar, Paulo Roberto Alves Júnior que tinha tudo para dar certo, mas seu perfil egocêntrico, muitas vezes estrela e espalhafatoso acabou fazendo com que o país do futebol não tivesse mais um fraco árbitro do Paraná no quadro internacional.

É bem verdade que de uns anos para cá a qualidade técnica deu lugar a conluios políticos. Foi por isso que o quadro FIFA do Brasil passou ser um dos piores de sua história. Basta ver que na próxima Copa do Mundo, do Catar, o país do futebol vai com o que tem de pior na arbitragem com a indicação de Raphael Claus para o mundial, algo que escancara a falência não só do segmento no Brasil, como também a dificuldade de se formar árbitros de qualidade com potencial internacional.

Depois de uma temporada pífia protagonizando erros grosseiros nas partidas em que conduziu, Alves Júnior achou que estava preparado para entrar na FIFA, mas sua aposta estava errada. Por determinação do presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, a lista encaminhada pela comissão acabou não sendo aceita, motivo que fez o árbitro utilizar suas redes sociais para fazer uma crítica velada ao presidente da CBF e também a instituição mesmo não citando nomes e sem saber se seria promovido.

Esse comportamento comprova a sua incapacidade emocional de lidar com os fracassos. Por essa razão, dificilmente no próximo ano ele terá novas chances de atuar na elite do futebol nacional, algo que é justificado não só por sua inerência com o apito na boca, como também, por seu engano de achar que é o que jamais será.

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