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Alício Pena desrespeita decisão da Corregedoria da CBF e mantém Marcelo de Lima na Granja Comary

Órgão pediu afastamento do árbitro carioca por no mínimo 30 dias após vídeo dele “brincando” com a torcida do Avaí, antes de jogo decisivo, viralizar nas redes sociais

Uma verdadeira bagunça. Não há frase que melhor se encaixe no que se transformou o comando da comissão nacional de arbitragem atualmente. Depois do mau exemplo dado antes da partida entre Avaí e Sampaio Corrêa, válida pela Série B do Campeonato Brasileiro, em que, ao perceber torcedores “gritando seu nome”, optou por estimulá-los fazendo gestos com as mãos, o árbitro carioca, Marcelo de Lima Henrique acabou sendo “punido” pela Corregedoria de Arbitragem da CBF que determinou seu afastamento imediato por no mínimo 30 dias.

Porém, sem nenhum constrangimento, o árbitro do Rio de Janeiro que faz parte do quadro nacional mesmo sem ter sido indicado pela Federação de Futebol do Estado (FFERJ), em um ato claro da comissão que visa enfraquecer as filiadas da CBF, não só se manteve no treinamento que, “em tese”, era apenas para os árbitros que iriam atuar na reta final do Brasileirão, como nas redes sociais fez questão de mostrar sua estadia em Teresópolis como se nada tivesse acontecido.

A decisão de ignorar um parecer claro da Corregedoria de Arbitragem da CBF, pedindo o afastamento imediato de um árbitro, comprova a indiferença cujo Alício Pena Júnior trata o sério trabalho realizado por Édson Rezende, delegado aposentado da Polícia Federal e um dos nomes mais respeitados do esporte nacional. Isso escancara ainda mais o seu despreparo emocional para se manter à frente da arbitragem e revela que na CBF pessoas são mais importantes do que decisões que visam salvaguardar a imagem da entidade.
Decisão polêmica acabou beneficiando o Avaí

A principal polêmica da partida surgiu aos 32 minutos do segundo tempo. Edilson cobrou um pênalti para o Avaí, o goleiro do Sampaio Corrêa defendeu e o árbitro de Alício Pena Júnior mandou voltar, alegando invasão da área. Depois, Marcelo expulsou o lateral Watson, do Sampaio, por reclamação. Segundo ele, o jogador fez um gesto para mostrar à torcida que o árbitro estava roubando. Com o resultado, o Avaí acabou subindo para a Série A, algo que revoltou a diretoria do CSA que enviou um documento para a CBF questionando a atuação do carioca.

Mesmo diante de tudo isso, a comissão nacional de arbitragem optou por mantê-lo na Granja Comary, enquanto diversos outros profissionais que fizeram uma grande temporada ficaram fora da lista dos árbitros que atuariam na reta final da competição.

Procurado pela reportagem da Tribuna, Marcelo de Lima Henrique disse que “qualquer parecer sobre esse tema, prefere que a comissão de arbitragem e a Corregedoria sejam provocadas a falar, já que ele segue fazendo seu trabalho e cumprindo as ordens”.

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