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Sérgio Corrêa e Alício Pena Júnior agonizam na Comissão de Árbitros da CBF

Sem perspectivas de melhora amparados por números maquiados, dirigentes que custam caro aos cofres da CBF possuem alta rejeição no meio da arbitragem

Um ficará marcado pelos escândalos pessoais que se envolveu, como o affair que manteve com uma ex-árbitra de Minas, mesmo sendo casado, protagonizando uma baixaria na frente do Sindicato dos Árbitros de São Paulo (Safesp), com direito a pedradas e tudo mais. Já o outro, que era chamado de “irmão” pelo ex-presidente da comissão nacional de arbitragem, Leonardo Gaciba, demitido após assinar um dos maiores fracassos do futebol, foi arrancado da FIFA por seu criador anos atrás, mas hoje beija sua mão para se manter em um cargo que desde o início sonhou assumir, mesmo sem preparo para isso.

Diante desse panorama, aliado ao fato de ambos terem uma enorme rejeição no meio, Sérgio Corrêa e Alício Pena Júnior seguem trabalhando nos bastidores para manter na entidade uma teia sistêmica que persegue pessoas, encerra carreiras, não traz nenhum resultado, mas beneficia os que aceitam fazer parte dessa verdadeira seita que se instalou na CBF. Mas com Ednaldo Rodrigues, ao que tudo indica, essa farra está prestes a acabar.

Logo que o dirigente baiano assumiu o comando da CBF, na comissão o que se disseminava era que ele não continuaria, sobretudo pelo preconceito de ter um dirigente Nordestino no cargo. Mas o tempo passou e, após apaziguar os ânimos e resgatar a credibilidade da entidade, Ednaldo, ao lado do alagoano Gustavo Feijó, conseguiu reverter um panorama desfavorável e hoje o único problema que a CBF possui, infelizmente ainda é com a arbitragem.

Bancando altos salários, inclusive de uma secretária que foi morar no Rio de Janeiro recebendo R$13 mil, a CBF, ao que parece, virou uma espécie de instituição de caridade. Todo esse sistema montado por Corrêa que recebe na casa dos R$35 mil mensais, revela a face do poder que há anos ele lidera. Embora muitos saibam que a arbitragem brasileira só irá ter sua carta de alforria quando alguém tiver coragem de demití-lo, há anos ele segue intocável com suas articulações maquiavélicas vendo presidentes de comissão caírem. E foram vários os que tiveram o mesmo fim. Menos ele.

A permanência de Alício Pena Júnior no comando da arbitragem brasileira, que segundo já alertou nos bastidores para alguns interlocutores, Ednaldo Rodrigues, “não se sustentará”, só serve para alimentar esse conjunto de dirigentes que há anos estão no poder, mas que fracassaram na gestão. Basta ver que a arbitragem não possui um único projeto que seja capaz de tirá-la da lama, justamente pela incapacidade de se pensar no coletivo, já que a preocupação dos que lá estão é com a manutenção de seus pomposos salários.

Ao longo das últimas semanas, árbitros e auxiliares seguem na Granja Comary, em Teresópolis, Região Serrana do Rio, participando de treinamentos técnicos e teóricos para essa reta final do campeonato brasileiro. E o senso comum dos que lá estão é a falta de habilidade didática de Alício, além da sua latente incapacidade de administrar pessoas. “Não consigo ouví-lo falar por um minuto. Desatualizado, arcaico e sem comando. Isso é o que se comenta por aqui”, afirmou uma fonte da Tribuna na serra fluminense.

Com o fim da temporada, acredita-se que toda a comissão seja demitida e novas pessoas possam comandar a arbitragem. Algo que há anos deveria ter ocorrido, mas que por falta de coragem e “rabo preso”, infelizmente até aqui não ocorreu. Mas, diante da expectativa que se gerou entorno da postura firme de Ednaldo Rodrigues, árbitros, ex-árbitros, dirigentes e personalidades do futebol já estão comprando fogos e muita cerveja para comemorar a queda de Sérgio Corrêa e seu afilhado político, Alício Pena Júnior, dois dos personagens mais odiados da arbitragem brasileira.

Enquanto isso não acontece, a CBF segue semanalmente com a imagem desgastada no noticiário e com rombos estruturais em seus cofres, recursos que poderiam ser aplicados em áreas específicas não para manter a vida luxuosa de pessoas que fazem parte da comissão no Rio, mas para melhorar o futebol e, principalmente, a arbitragem brasileira.

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