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“Mudaremos tudo”, diz Ednaldo Rodrigues à Tribuna após demissão de Gaciba

Alício Pena Júnior que também deve deixar a CBF esquentará a cadeira para o próximo presidente que poderá ser anunciado nas próximas semanas

Agora é oficial. Leonardo Gaciba, como anunciamos com exclusividade ontem, não é mais presidente da comissão de árbitros da CBF. O anúncio foi feito hoje pela entidade, mas a decisão foi tomada ontem, em São Paulo, após uma reunião entre diretores da CBF, presidência e alguns presidentes de federações que foram assistir ao jogo do Brasil.

Com a saída de Gaciba, o vice-presidente da comissão, a quem o gaúcho chamava de “irmão”, mas que optou em não sair abraçado com o ex-árbitro gaúcho, acabou, como sempre quis, assumindo interinamente seu lugar. A decisão de mantê-lo no cargo se justifica pelo fato de ele conhecer a engrenagem e estar disponível para esquentar a cadeira do próximo presidente, já que muitas federações possuem antipatia por seu nome.

A decisão de Ednaldo Rodrigues e Gustavo Feijó se justifica pela crise que a arbitragem atravessa. Com medo de tomar decisões e pressionados pelo mal momento, árbitros e auxiliares nunca erraram tanto. Protagonista do campeonato, o fracassado VAR ao invés de benefícios, vem trazendo sérios prejuízos a imagem do campeonato que a cada rodada é exposto de maneira negativa na mídia.

E NA ESTRUTURA, O QUÊ MUDA?

Segundo Ednaldo Rodrigues que falou há pouco com a nossa reportagem, a CBF irá reformular totalmente o setor. Departamentos que não possuem serventia deverão ser extintos e a próxima gestão será enxuta. Dentro dessa proposta, a nova comissão que será divulgada no fim do ano terá carta branca para consertar o que ao longo de quase 20 anos foi sucateado, desacreditado e transformado em números.

O presidente confirmou as informações e disse que mudanças radicais e estruturais ainda serão realizadas na CBF.

PROVÁVEIS NOMES QUE ASSUMIRÃO A COMISSÃO

Com a missão de dar mais transparência para a arbitragem e ter um nome que possua um projeto que possa efetivamente mudar o triste panorama desenhado no Brasil, alguns nomes, especialmente pela boa relação institucional com a CBF e federações, surgem com força no país. O favorito de algumas alas, inclusive de dentro da entidade, é o do pernambucano Salmo Valentim. Além de ex-árbitro, o dirigente foi presidente de sindicato e de comissão, além de conduzir hoje a Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF).

Outro nome que surge forte no cenário nacional é o do também ex-árbitro, Giuliano Bozzano. Titular da Escola Nacional de Arbitragem que deve ser extinta na reformulação, sua conduta ética, moral, social, aliada não só a carreira brilhante, mas a elogiada gestão em Minas Gerais quando era presidente da comissão, são motivos suficientes para que ele permaneça na CBF.

Indagado sobre os nomes, Rodrigues disse que irá analisar com cautela cada quadro antes de tomar a decisão. Para o dirigente baiano, ter alguém com um projeto consolidado é mais importante do que apostar no “menos do mesmo”. Neste aspecto, Salmo Valentim se torna a opção, sobretudo por ser, assim como Ednaldo, Nordestino, preparado e capacitado para o cargo.

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