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Baixaria na Comissão de Árbitros da CBF: Sérgio Corrêa bate-boca com Gaciba e o chama de “moleque”

Responsável pelo fracasso do VAR no Brasil diz que Leonardo Gaciba está “fodendo a arbitragem brasileira”

Um barraco com direito a dedo em riste, bafo de cigarro, gritos e quase vias de fato. Pressionados com a decadência da arbitragem brasileira protagonizada pelos dois, Leonardo Gaciba, presidente da comissão de árbitros da CBF; e Sérgio Corrêa, dirigente responsável pelo fracasso do VAR no Brasil, por pouco, não saíram no tapa esta semana, nos corredores do prédio anexo à sede da entidade, no Rio, onde funciona a gestão da arbitragem.

Contrariados com as críticas oriundas de todos os lados, ambos iniciaram uma discussão testemunhada por diversos funcionários que puderam constatar o desequilíbrio emocional das pessoas que comandam uma das pastas mais importantes do futebol brasileiro. Enquanto a psicóloga amiga de Corrêa, há anos contratada pela CBF, em plena crise, ensinava remotamente aos árbitros como se portarem no “novembro azul”, os dois dirigentes mais importantes da arbitragem protagonizavam um show de horrores nos corredores da entidade.

Em um tom agressivo, Corrêa chamou Gaciba de “moleque” e afirmou que o ex-árbitro FIFA estava “fodendo a arbitragem brasileira”, em alusão a péssima gestão do gaúcho que há dois anos comanda o setor. O destempero do ex-presidente do Sindicato dos Árbitros de São Paulo (SAFESP), ocorre na mesma semana em que clubes, federações, ANAF e a opinião pública pedem que a CBF faça mudanças radicais no comando da arbitragem.

Mesmo com uma rigorosa regra de compliance que pune funcionários que protagonizam cenas lamentáveis como essa, a CBF até agora não se posicionou sobre o caso. Mas essa baixaria deveria ser o estopim para que Ednaldo Rodrigues, presidente da entidade, pudesse tomar definitivamente uma atitude antes que a arbitragem vire caso de polícia e que os patrocinadores da CBF não sejam prejudicados ao atrelarem sua imagem a esse tipo de situação.

A queda de Gaciba, anunciada nos bastidores graças a sua decadente gestão, não é menos importante que a rejeição que Sérgio Corrêa possui no futebol. Há quase 20 anos na CBF empregando amigos e se escorando em números que só ele entende, mas que no campo de jogo não mudam o desempenho dos árbitros, se Ednaldo Rodrigues demitir um, mas manter não só o diretor do departamento de arbitragem, como os demais membros da comissão, o que está ruim, tende a ficar cada vez pior.

 

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