ArbitragemFutebol

Pesquisa “chapa branca” de Marcelo de Carvalho consolida fracasso do VAR no Brasil

Criticado por clubes, federações, torcedores e pela imprensa, tecnologia que não deu certo nas competições promovidas pela CBF expõe fragilidade do setor com números imprecisos

Não precisa ser um especialista em futebol para atestar que o VAR no Brasil é, de fato, um fracasso. Implementado com o objetivo de trazer justiça a modalidade, a ideia de mínima interferência e máximo desempenho contrasta com que o mundo inteiro está acompanhando desde que foi trazido ao país.

Há duas semanas, visando melhorar esse resultado, a CBF oportunizou que instrutores de arbitragem de todos os estados participassem, no Rio de Janeiro, de um workshop que tinha entre os objetivos principais, esclarecer como a ferramenta no exterior funciona. Para facilitar, convidou representantes da FIFA e do IFAB para compartilhar suas experiências com os brasileiros, mas a ideia original acabou dando lugar a um enorme constrangimento.

Em uma das cenas mais ridículas da história do futebol, uma pessoa, fantasiada de VAR, apareceu na sala fazendo uma apresentação constrangedora que revelou aos “gringos” como a arbitragem é tratada no Brasil. Aliado a isso, para justificar o alto investimento com passagens aéreas, hotel, alimentação e deslocamento dos convidados, Sérgio Corrêa, curiosamente apelidado por árbitros como ‘Marcelo de Carvalho’, divulgou hoje uma pesquisa feita pelos convidados do curso, que tiveram todas as suas despesas pagas pela CBF, revelando que é alto o índice deles de aprovação ao VAR.

Além de uma piada de extremo mal gosto, essa pesquisa interna não poderia apresentar números diferentes, já que todos os participantes puderam ver o ouvir o ‘menos do mesmo’ sobre algo que no Brasil só serve para criar polêmicas e cabide de emprego, tendo em vista o treinamento inadequado dado aos brasileiros e as despesas geradas para clubes, federações e, obviamente, para a própria CBF, com a teimosia em manter funcionando algo que em um futuro próximo pode até virar caso de polícia.

Interino no cargo com a queda de Rogério Caboclo, o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, tem tudo para se manter no poder e se reeleger no próximo pleito. Inteligente e articulado politicamente, empregar na entidade puxa-sacos que inventam doenças para não perderem seus cargos é um erro que antecessores cometeram, mas que, segundo interlocutores, o baiano não cometerá.

Veja abaixo a ‘pesquisa chapa branca’ dos instrutores que passaram uma semana no Rio de Janeiro com as despesas pagas pela CBF.

 

Mostrar mais

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios