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Em workshop “pra inglês ver”, Comissão de Árbitros da CBF vende ilusões no RJ

Apontado como pior do mundo, VAR Brasileiro gera incertezas, alto custo as federações, aos clubes e a própria CBF; líder do projeto no país coleciona inimizades e escândalos pessoais

Visivelmente desconfortável, Leonardo Gaciba posa para foto ao lado de Marcelo de Carvalho. Foto/CBF

A Comissão de Arbitragem da CBF convidou representantes da FIFA e do IFAB para virem ao Brasil conhecer o trabalho que a entidade realiza com o árbitro de vídeo, popularmente conhecido como VAR. Ao longo dessa semana, presidentes de comissões seguem enclausurados em um hotel de luxo do Rio de Janeiro conhecendo os números apresentados pelos responsáveis do setor.

Antagonistas do trágico momento que a arbitragem brasileira atravessa no país, de um lado está Leonardo Gaciba, presidente em decadência da Comissão de Árbitros da CBF, que como principal legado de sua gestão, deixará a assinatura no documento que pediu a cabeça de seu ex-padrinho político, Rogério Caboclo, além do boicote claro à atual gestão da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF) que sequer foi convidada para o evento, e de outro, Sérgio Corrêa, ex-presidente da comissão nacional que não esconde de ninguém que ainda exerce forte influência na entidade, mesmo após os escândalos pessoais que se envolveu.

Nessa sopa de ilusões, alguns presidentes não compareceram sob alegação de que o “encontro não serviria para nada além de mostrar aos convidados uma realidade completamente diferente ao que todos enxergam a cada rodada do Brasileirão”.

Em um ambiente pesado e de desconfianças, semelhante ao que, segundo relatos, ocorre nas cabines do VAR, o encontro está sendo um fiasco, especialmente pela disputa dos antagonistas em assumirem os holofotes de uma tragédia anunciada.

Sem dominar o inglês, maioria dos participantes optou pela tradução simultânea no evento. Foto/CBF

Embora a CBF invista na arbitragem e busque o que há de melhor no mundo para que o árbitro brasileiro possa desempenhar com qualidade seu trabalho no campo de jogo, as pessoas que lá estão há quase vinte anos impedem com suas metodologias viciadas que isso ocorra. Basta ver o descrédito nacional e, sobretudo, internacional do Brasil para constatar que mudanças deveriam ser realizadas, mas que por alguma razão ainda não foram.

Com altos salários, manter-se empregado da CBF é, sem dúvidas, um grande negócio. A influência é tamanha, a ponto de psicólogos, secretários, amigos e até inimigos pessoais serem indicados para as dezenas de cargos que são criados transformando-a em um enorme cabide de empregos que faz essa engrenagem fracassada continuar funcionando. Talvez seja por isso que a entidade continue sendo a única no mundo em que um presidente de comissão é “demitido”, mas não é.

O altíssimo custo com um “workshop” para inglês ver realizado no Rio de Janeiro deveria ser utilizado no aprimoramento prático da arbitragem, onde a teoria desse lugar para a meritocracia não só no campo de jogo, mas principalmente, fora dele, panorama que nem de longe ocorre no Brasil do quanto pior, melhor. Basta ouvir relatos de dirigentes que lá estão para constatar que o encontro é perda de tempo e de dinheiro para a CBF.

“Estou por obrigação. Muita papagaiada e poucos resultados. Vão mostrar os erros? Claro que não”, revelou um presidente. “Achei que seria algo totalmente diferente. O pessoal da FIFA chegou com uma imagem que não reflete a realidade que acontece no futebol brasileiro”, contou outro participante do evento. “Gaciba está igual a um pavão. Sorrir forçadamente e não tem carisma”, revelou um dos presentes. “Sérgio se esforça pra não perder nenhuma foto. Chega até ser engraçado”, contaram em caráter de anonimato alguns dos gestores que lá estão.

Enquanto isso, diversos outros dirigentes que estão participando do encontro seguem enviando relatos à Tribuna do Apito que a única coisa boa da reunião até aqui é o “cafezinho” servido nos intervalos dessa novela mexicana. Já que o conteúdo mostrado não retrata a real situação do que ocorre no Brasil.

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