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Mais perdido do que cego em tiroteio, Gaciba agoniza na Comissão Nacional e manda arbitragem se “ajoelhar”

Uma semana depois de um árbitro gaúcho ser agredido na 2ª divisão local, gestor da arbitragem brasileira pega carona em ação sindical e pede que árbitros se “ajoelhem” em protesto contra agressões

Quando você pensa que já viu de tudo no futebol, o ainda presidente da comissão de árbitros da CBF consegue se superar. Calado desde a agressão sofrida pelo árbitro gaúcho Rodrigo Crivellaro que comandou uma partida válida pela 2ª divisão do campeonato local, fato de extrema comoção nacional que foi manchete televisiva nos principais jornais do país, quase duas semanas depois do fato, o também gaúcho, Leonardo Gaciba, resolveu sair da clausura, ao contrário do que ocorreu em casos semelhantes de outros estados e se manifestar.

O curioso é que ao invés de dar uma resposta firme à sociedade e assumir o protagonismo de seu cargo imediatamente após o ocorrido, sem autoridade, carisma ou criatividade, Gaciba disparou no whatsApp uma mensagem aos árbitros escalados nesta rodada do Brasileiro pedindo que eles façam um “protesto” contra as agressões que ocorrem no país, como se alguém fosse favorável, seguindo uma ação do Sindicato dos Árbitros do Rio Grande do Sul (SAFERGS), que desde o episódio está ajudando seu associado a superar o ocorrido.

Mas o que está repercutindo mal entre os árbitros foi o pedido no mínimo curioso que o dirigente fez. Com medo de errar, sem identidade e a toda rodada achincalhada no campo de jogo com atletas agredindo árbitros e tomando seus cartões, a arbitragem, no protesto de Gaciba, terá que se ‘ajoelhar em campo’ para mostrar às pessoas que chegou, de fato, na vala comum.

O comunicado do presidente da comissão nacional que custa muito caro para a CBF, mas que na prática pouco ou nenhum resultado traz para o futebol, virou piada entre os árbitros que alegam não querer participar da ação, mas que por obrigação, terão que aceitar para não serem perseguidos e afastados.

Manter no cargo um dirigente que já deu diversos sinais de fraqueza emocional, despreparo administrativo na gestão de pessoas e que não possui habilidade para gerir carreiras é um retrocesso que só pode ser corrigido por Ednaldo Rodrigues, presidente em exercício da CBF, antes que exista um documento que possa conter a assinatura do gaúcho pedindo sua cabeça.

Em um gesto vexatório e de submissão tendo em vista não ter partido da categoria o “protesto”, mas imposta pela comissão naufragada de Leonardo Gaciba, essas serão as imagens que ficarão como legado na pior gestão que o futebol testemunhou ao longo de sua história.

Veja abaixo o comunicado:

Senhoras e senhores bom dia.

Todos nós ficamos completamente chocados e estarrecidos com as imagens que correram o mundo de nosso colega *Rodrigo Crivellaro* sendo covarde e incompreensivelmente agredido num jogo de futebol.
Como *sinal de apoio à ele, repúdio ao agressor e alerta à sociedade*, acreditamos que precisamos mostrar que não há mais espaço no futebol brasileiro para cenas deprimentes como estas.
Com apoio total do *presidente da CBF*, estamos nos juntando ao protesto que será realizado no RS. Em todos os jogos desta rodada em competições coordenadas pela CBF, de hoje até a próxima 2ª feira, mostraremos a união de nossa classe marcando posicionamento firme em todos os gramados brasileiros.
Seguiremos o protocolo sugerido:
1. Antes do minuto de silêncio os capitães serão avisados do protesto.
2. Logo após o minuto de silêncio centrais, quartos e quintos árbitros ficarão  de joelhos conforme ilustração anexa. Assistentes fazem o mesmo com suas bandeiras e equipes de vídeo refletem na cabine a mesma ação.
3. Centrais lançarão em súmula o seguinte texto: *Durante o minuto de silêncio, em nome da paz no futebol, a equipe de arbitragem realizou protesto contra a agressão sofrida pelo árbitro Rodrigo Crivellato.*

Somos uma família!
Somos unidos e fortes!

Com meu respeito a CORAGEM e DEDICAÇÃO das senhoras e senhores

*Leonardo Gaciba*
*Presidente da CA-CBF*

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