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Sentado no anonimato que antecedeu sua ida para ANAF, interlocutores atestam que Marco Martins sonha ser presidente da Federação Catarinense de Futebol

Sindicalista que protagonizou uma das gestões mais fracassadas da entidade classe dos árbitros do Brasil, deixou a pasta em 2018 para tornar-se vice-presidente da FCF

Durante dez anos a Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF), foi gerida pelo ex-auxiliar catarinense, Marco Antônio Martins. Protagonista de uma gestão marcada pela insatisfação de boa parte da categoria que criticava sua relação, para muitos, “pelega” com a CBF, mesmo com a baixa popularidade a cadeira de presidente da entidade acabou sendo o passaporte para que seu discurso sindical acabasse se tornando uma obra de ficção.

Três anos depois de deixar a presidência da ANAF tornando-se vice-presidente da Federação Catarinense de Futebol (FCF), poucas pessoas recordam de sua passagem pela entidade. O curioso até hoje é que uma das reclamações mais comuns dos associados à época, era a de que a entidade nunca havia dado nada a eles em troca do recolhimento sindical, sob alegação de que os recursos angariados e pagos pela CBF, mal davam para manter a entidade funcionando.

Pouco tempo depois, já com sua saída, e com os mesmos recursos recebidos no auge de uma pandemia, o panorama se tornou completamente diferente. Além de sortear carros zero km, ajudar os sindicatos financeiramente, criar programas para potencializar o desenvolvimento da atividade no país, investir em transporte, comunicação, no setor jurídico e anunciar a compra de uma sede institucional no Rio de Janeiro, a ANAF retomou os rumos de sua história e passou ser utilizada não em benefício próprio para projetos pessoais de poder, mas a favor da categoria que, reconhecendo o que passou a ser feito, a mantém fortalecida.

Morador de um condomínio de alto padrão às margens de uma BR que em poucos minutos o leva até a sede da Federação Catarinense de Futebol (FCF), localizada na belíssima Balneário Camboriú, Martins que constantemente em sua gestão era visto na CBF com o ‘pires nas mãos’ pedindo passagens para realizar seus eventos, ou apoio para as suas aspirações políticas, também fracassadas, hoje não esconde a vontade de se tornar presidente da federação que o revelou ao país.

Com o peso de ter entre seus vices uma das figuras mais polêmicas do futebol, Rubens Angelotti segue fazendo o que se propôs desde que assumiu o poder com a morte de Delfim Peixoto, vítima do trágico voo da Chapecoense. Articulado e respeitado por ligas e pelos clubes, cabe agora ao presidente colocar na balança a biografia das pessoas que o cercam para evitar que a imagem da entidade se desgaste institucionalmente como ocorreu com a ANAF que por pouco não sucumbiu.

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