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Presente de grego: árbitro que apitará clássico RE x PA no domingo receberá R$ 712

Federação Paraense de Futebol reduziu as taxas da arbitragem em 50%, enquanto Sindicato dos Árbitros assistiu canetada de Adelcio Torres omisso e sem poder de articulação política

São Paulo – Quando você pensa que já viu de tudo no futebol paraense, o pior sempre está por vir. Embora no quadro existam dezenas de profissionais de alta qualidade capazes de conduzir qualquer jogo na elite do futebol nacional, ser árbitro no Pará está bem longe de ser uma tarefa fácil.

Designado para conduzir o duelo entre Paysandu x Remo, no próximo domingo (4), válido pelo Estadual 2021, o experiente árbitro Marcos Soares, alçado por meritocracia entre os melhores do estado na atualidade, irá receber para apitar o principal jogo do Pará, a bagatela de R$ 715,00. O valor é pior para os auxiliares que receberão a quantia de R$ 400,00, não menos o reserva que se morar longe do estádio, terá que pagar para trabalhar já que com o preço elevado dos combustíveis em todo país, R$ 200,00 não da para praticamente nada.

Parece piada ou mentira de 1º de abril, mas infelizmente para a arbitragem paraense não é. Em tempos atrás, árbitros chegaram receber mais de R$ 5 mil reais para atuarem nos clássicos entre Remo x Paysandu, situação agravada pela crise econômica que assola a federação e pela péssima gestão protagonizada por Adelcio Torres, dirigente que chegou ao poder prometendo mundos e fundos, mas que na realidade pouco ou nada fez.

Nós procuramos Dewson Freitas, presidente do Sindicato dos Árbitros do Pará que até o fim desta reportagem não se manifestou. Interlocutores atestam que o árbitro paraense estaria com vergonha de falar com a imprensa, para não depor contra a federação.

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