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Aproxima-se o fim da era Sérgio Corrêa na CBF

Ex-diretor de arbitragem que justificava suas ações em números, perde força política na CBF e demissão já é dada como certa no Rio de Janeiro

São Paulo – A CBF é a única empresa em que o diretor de um determinado setor, após ser demitido, acaba sendo remanejado para outro. Desde 2007 contratado para administrar a arbitragem brasileira, o paulista Sérgio Corrêa, um dos responsáveis pela decadência do apito no Brasil, está com o passaporte carimbado para voltar ao seu reduto político, em São Paulo.

Depois dos péssimos resultados protagonizados pelo VAR, setor que desde então passou chefiar na CBF, Corrêa que já estava com a imagem desgastada passou ser um dos favoritos a sair. Além dele, há também fortes rumores nos bastidores da arbitragem brasileira de que Leonardo Gaciba, em uma ação que deveria ter tomado quando aceitou o convite para dirigir o departamento, estaria se movimentando para modificar sua comissão, trocando todos por gente de sua confiança.

A permanência de Sérgio Corrêa na CBF durante todos esses anos resultou no pior quadro FIFA da história do país. Vingativo e centralizador, foi ele o responsável por ceifar diversas carreiras ao longo da história recente do futebol, patamar que o faz ser um dos dirigentes mais odiados entre árbitros e auxiliares que de alguma forma por ele, foram prejudicados.

Político profissional, conseguiu se manter até hoje na CBF mesmo em meio à uma imagem completamente desgastada, inclusive institucionalmente. Interlocutores atestam que Corrêa só não saiu antes pela forte influência política que tinha com ex-presidentes da entidade, aliado ao poder de articulação que acumulava na ANAF que durante muitos anos foi a extensão dos seus planos pessoais de poder.

Sem acesso ao presidente Rogério Caboclo tornando-se um anônimo sem evidência, sua queda é dada como certa por membros da arbitragem que trabalham na CBF. A insatisfação que vem do 3º andar respingará não só nele, mas em diversos outros personagens que utilizaram o poder para beneficiar amigos, em detrimento de muitas pessoas que acabaram esquecidas pelo sistema que ele até hoje ajuda a alimentar.

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