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Leonardo Gaciba estaria estudando pedir demissão por saída honrosa da CBF

Interlocutores atestam que chefe da arbitragem brasileira anda abatido após crise de gestão que levou ao esfacelamento do apito no país

Rio de Janeiro – Um ambiente de desconfianças, com energia negativa e muito fogo amigo. Pelo menos é assim que fontes da Tribuna do Apito atestam que está uma das salas do segundo andar da Confederação Brasileira de Futebol. De um lado, o isolado Leonardo Gaciba que viu todo o seu prestígio junto ao presidente Rogério Caboclo se esvair. De outro, dirigentes que há anos estão no poder e que até hoje semeiam a vontade de se sentarem no lugar do dirigente gaúcho.

Com um salário atrativo que pode chegar a R$ 40 mil reais mensais, ser presidente de comissão na CBF de fato é um grande negócio. Mas no mundo corporativo a falta de resultados aliada a incapacidade de articulação política, pode fazer com que todo esse poder termine do dia para a noite. E com a gestão Gaciba, infelizmente para ele, não foi diferente.

Depois das dezenas de reclamações que federações e clubes fizeram à CBF ao longo desta temporada, não precisa conviver com o presidente Caboclo para atestar a sua latente insatisfação com o trabalho que está sendo feito. Com o pior quadro internacional da história nas mãos, herança de gestões passadas que arruinaram a arbitragem brasileira, Gaciba chegou com carta branca para mudar tudo isso, mas por letargia acabou sendo enganado pelo próprio ego.

Hoje, mais do que nunca, a pressão sob seus ombros estará nos dois jogos que irão definir o campeão brasileiro de 2020. O centro das atenções estará voltado para a partida entre São Paulo x Flamengo, no Morumbi. Tudo isso em razão da escala do árbitro paranaense, Rodolpho Toski, um dos mais fracos do país para comandá-lo. Um detalhe interessante neste jogo é que o árbitro de vídeo será o “paraibano”, Wagner Reway, que deixou o quadro internacional por deficiência técnica.

Rotulado como um péssimo gestor e isolado em sua sala na CBF, por respeito ao presidente da CBF que não deveria se expor anunciando sua demissão, interlocutores de Leonardo Gaciba atestam que não é de hoje que o chefe da arbitragem brasileira ensaia um pedido de demissão. Dessa maneira, poderia sair pela porta da frente da entidade, como se nunca por ela tivesse passado um dia.

Mas não adianta demitir o presidente da comissão, se não acabar com o “clube do Corrêa” instaurado na CBF há anos. Além de empregar amigos na ‘cara dura’, importando até uma secretária de outro estado, o dirigente mais odiado do futebol segue incólume na entidade vendo de camarote a arbitragem que ele transformou em números, sucumbir.

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