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Fracasso do VAR no Brasil pode fazer tecnologia não ser utilizada nos estaduais

Alto investimento e o pouco resultado obtido pelo árbitro de vídeo nas partidas tem desanimado clubes, atletas, federações e até os próprios árbitros

Rio de Janeiro – Com a prerrogativa de ter mínima interferência e máximo benefício, o árbitro de vídeo, popularmente conhecido como “VAR”, a cada rodada do campeonato brasileiro segue provando para quem quiser ver, que a CBF, levada por uma moda que não deu certo no Brasil, segue gastando rios de dinheiro em algo que dentro de campo tem trazido mais prejuízo aos clubes, do que propriamente benefícios.

Enumerar as dezenas de polêmicas que o árbitro de vídeo protagonizou nesta e na temporada anterior é desnecessário, já que em uma pesquisa rápida na internet, sem a necessidade de você ser um especialista no assunto, facilmente qualquer pessoa vai encontrar. Esse panorama desanimou muitas federações esportivas no país que provavelmente este ano não irão utilizá-lo.

Embora ainda não tenha sido confirmada a informação, é bem provável que o Rio de Janeiro, estado que tradicionalmente investe de forma maciça na arbitragem, este ano, não utilize o VAR no campeonato carioca. Além do elevado custo operacional da ferramenta, o descontentamento dos clubes com as interferências negativas do árbitro de vídeo, pesou na decisão.

Com a política de oferecer aos árbitros todos os mecanismos para que eles possam desempenhar a atividade em alto nível, o presidente da CBF, Rogério Caboclo, resolveu manter a utilização da tecnologia no brasileiro que está em andamento. Mas interlocutores atestam que o olhar do dirigente em relação ao VAR mudou, especialmente pelos erros absurdos que foram cometidos em 2020 durante a competição.

Manter o VAR com a utilização dos protocolos que aí estão significa desperdiçar dinheiro em plena pandemia, já que a ferramenta ao invés de causar o mínimo de transtorno aos clubes e a própria CBF que é quem banca boa parte de seu custo, infelizmente vem a cada rodada comprovando que no Brasil a ferramenta além de ter fracassado, também evidencia a facilidade do brasileiro em não saber operá-lo, mesmo que cursos sejam realizados sem um aparente critério nas escolhas de quem participa.

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