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Escolha de Edna Alves para o Mundial de Clubes da FIFA é um tapa na cara da comissão de árbitros da CBF

Designação da brasileira para atuar na maior competição entre clubes promovida pela FIFA comprova que o Brasil precisa acreditar e investir ainda mais na arbitragem feminina

São Paulo – A FIFA anunciou ontem que a árbitra paranaense Edna Alves será a representante da arbitragem brasileira no próximo Mundial de Clubes promovido pela entidade. A informação foi confirmada pela CBF que, através de seus canais de comunicação, deu visibilidade a algo que deveria ter sido feito na final do campeonato brasileiro feminino e não foi. Na ocasião, por falta de um planejamento adequado realizado por sua comissão de arbitragem, a decisão do torneio foi comandada não por mulheres como, em tese, deveria ser, mas por homens que ao contrário delas tinham o curso do VAR.

Mesmo com a determinação expressa do presidente Rogério Caboclo para que as mulheres tenham uma posição de destaque na elite do futebol nacional, infelizmente, na prática, não é isso que ocorre. Na Série A do Brasileirão, apenas Edna Alves atua como árbitra central, diferente do que a FIFA faz ao priorizar a qualidade técnica, independente do gênero.

Ao lado de Neuza Back, auxiliar de Santa Catarina com quem reside em São Paulo, Edna terá a missão de representar o Brasil em mais um grande desafio de sua carreira. Talentosa, disciplinada e entre as principais árbitras do mundo, não resta a menor dúvida de que sua passagem pelo Catar servirá como incentivo para que outras árbitras queiram buscar o seu espaço no futebol.

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