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Érika Kraus: a poderosa ex-secretária da ANAF que virou funcionária da CBF

Braço direito de Marco Antônio Martins, ex-presidente da entidade que se tornou dirigente da Federação Catarinense de Futebol (FCF), Kraus trocou São José pela Barra da Tijuca

São Paulo – A boa relação entre a ex-secretária da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF), Érika Kraus, com o ex-presidente e chefe, Marco Antônio Martins, resultou em uma contratação inédita feita pela CBF. Como na gestão Rogério Caboclo, no ano passado, a entidade lucrou quase 1 bilhão de reais, não é problema para ela, mesmo tendo milhares de profissionais no Rio de Janeiro, contratar uma secretária de Santa Catarina ou até da China para fazer parte do seu concorrido quadro de funcionários. 

E foi exatamente isso o que ocorreu graças ao poder de articulação política do ex-presidente da ANAF que num passado não muito distante despachava com Regério Caboclo, que não esconde sua antipatia pelo dirigente, solicitando as passagens que a CBF bancava para a realização dos congressos de arbitragem realizados por ela no país. 

Lotada no puxadinho da Escola Nacional de Arbitragem da CBF, que na prática, não tem serventia, mas que onera a folha de pagamento da entidade, se tudo o que é gasto com esse setor fosse investido na capacitação dos árbitros, especialmente na adequada utilização da tecnologia, talvez erros bizarros como o que temos visto no futebol não ocorressem. 

Enquanto secretária da entidade classe dos árbitros brasileiros, Érika deixou várias vezes de trabalhar para participar dos cursos promovidos pela CBF a pedido da própria associação, tirando a vaga de sindicalistas que poderiam ter tido essa oportunidade, mas que por muitos motivos, “a dona da antiga gestão da ANAF”, como era chamada pelos árbitros, sempre era contemplada.

Bem longe de ser unanimidade entre árbitros e auxiliares, sua mudança para o Rio de Janeiro mostra não só o poder de articulação política de Marco Martins, que mesmo não tendo a simpatia de Rogério Caboclo, além de escudos da FIFA, ainda consegue emprego para os seus aliados. 

É bem verdade que o presidente da CBF pode ainda não ter se dado conta, mas os conchavos políticos ainda sim fazem com que a arbitragem seja uma das pastas com que mais a entidade gasta todos os meses, financiando um projeto longevo e falido que de 2007 até aqui, foi transformado em números beneficiando os amigos do dirigente mais odiado da arbitragem brasileira que, segundo dizem por aí, cria páginas fakes na internet com objetivo de mentir e atacar a própria entidade que até hoje o mantém, sabe-se lá por qual motivo, empregado. 

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