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Paraná goleia o Oeste na Vila Capanema com boa arbitragem de Zandick Alves

Árbitro do Rio Grande do Norte justifica confiança do comitê de árbitros da CBF e faz um grande trabalho em Curitiba

 

São Paulo – Pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Paraná recebeu o Oeste, na Vila Capanema, em Curitiba, em um confronto tecnicamente ruim de assistir. Na lanterna do torneio, a equipe paulista pouco produziu e mesmo assim o time paranaense teve que literalmente suar a camisa para abrir o marcador. Ainda no primeiro tempo, Salazar, aos 6’, como era esperado balancou a rede e mudou completamente a partida que passou ser predominantemente do time da casa.

A arbitragem designada para o confronto ficou sob responsabilidade do árbitro potiguar, Zandick Júnior. Ele foi auxiliado pelo experiente Lorival Candido das Flores e por Flávio Barroca. O reserva do jogo foi o árbitro paranaense Gustavo Nogas.

Entre os mais preparados árbitros da safra que deu certo do futebol, Zandick Alves há anos busca uma oportunidade de mostrar seu talento. Embora não tenha a estatura exigida pelo preconceito de muitos ex-diretores que passaram pela CBF, vale aqui um elogio ao comitê nacional de arbitragem por sua escala, tendo em vista que ele faz parte de uma galeria quase inexistente de árbitros que atuam por qualidade técnica no campo de jogo.

O que se viu na Vila Capanema essa noite foi um profissional seguro que atravessa o melhor momento de sua carreira no futebol. Com um desempenho físico extraordinário, Zandick não teve dificuldades para acompanhar de perto o jogo, inibindo assim qualquer reclamação mais acintosa dos atletas. Com um perfil discreto, apitou sem ser notado e teve frieza para aplicar as sansões da partida com qualidade e retidão.

Na parte disciplinar pecou duas vezes no primeiro tempo ao não advertir com o cartão amarelo os atletas Andrey, do Paraná, e Orinho, do Oeste, ambos que se tocaram em jogadas diferentes de maneira mais ríspida em jogadas que necessitavam de uma postura disciplinar mais firme do árbitro da partida.

Ao todo, o potiguar aplicou três cartões amarelos no jogo e não se intimidou com os olhares insatisfeitos dos jogadores quando as faltas eram sinalizadas. Um fator curioso em seu perfil é o corte adotado aos seus poucos cabelos. Certamente em Natal há profissionais que podem melhorá-lo neste aspecto.

Na bandeira 1 correu Lorival Flores, ícone da arbitragem potiguar. Embora seja um auxiliar de Série A, “desceu” para dar um respaldo a Zandick Junior, mas precisa de maneira emergencial melhorar sua silhueta que com o uniforme de cor amarela não o favoreceu.

Do outro lado de campo correu Flávio Barroca. Entre os mais fracos auxiliares do Brasil, neste jogo pouco foi acionado, para a alegria do árbitro central que finalizou a partida com chave de ouro, sem a participação negativa do seu auxiliar número 2.

Com a vitória por 4 a 0 contra o Oeste, o Paraná soma mais três pontos na tabela mantendo a equipe paulista na lanterna do torneio.

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