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Opinião: Em respeito ao presidente da CBF, Gaciba deveria se demitir

Após polêmica com o São Paulo e críticas de diversos clubes da Série A, ainda há tempo do ex-árbitro FIFA ter uma saída honrosa da comissão

A arbitragem brasileira vive um dos piores momentos de sua história recente. E não precisa ser especialista no tema para constatar que os reflexos da “galáctica” gestão de Leonardo Gaciba fora de campo, tem refletido no desempenho dos árbitros dentro dele.

Desde que deixou a TV Globo após aceitar o convite de Rogério Caboclo para gerir a arbitragem, Gaciba tinha a “faca e o queijo” na mão para realizar um grande trabalho. Mas seu egocentrismo aliado ao medo de mudar o sistema que encontrou, foram fatores determinantes para que o gaúcho perdesse o comando e se engasgasse com o prato feito que aceitou dirigir.

Apostar em árbitros que erram a cada rodada, mas são premiados com novas escalas talvez seja um dos seus principais legados até agora. Sem um critério aparente para designar os profissionais que atuam no Brasileirão, o que se vê nesta temporada são árbitros batendo cabeça sob a pressão de um diretor que é incapaz de não colecionar polêmicas.

A pergunta que não quer calar é: o que mudou na arbitragem desde que Leonardo Gaciba a assumiu?

E a resposta é simples: absolutamente nada! Os personagens que lá estavam, continuam e ele segue vendado tentando justificar os erros com entrevistas que expõem a cada falta de argumento a fragilidade da arbitragem brasileira.

Com erros infantis a cada rodada, em 2020 o protagonismo ficou para os clubes que agora pedem cancelamento de partidas, saída do diretor de árbitros da CBF, troca de profissionais das escalas e parecem mandar em um setor que de 2007 para cá, infelizmente tem causado um enorme prejuízo aos cofres da entidade.

Incapaz de observar o que efetivamente ocorre a seu redor, Leonardo Gaciba perdeu não só o comando, mas o respeito dos clubes e de parte da categoria que agora aguardam a sua saída. A simpatia do presidente Caboclo pode até segurá-lo no cargo por mais algum tempo, fator que evidencia o conservadorismo do dirigente que insiste no erro de manter não apenas o Gaciba, mas boa parte dos que lá estão.

Por isso, em respeito à sua biografia honesta e limpa no futebol, como árbitro dos mais importantes que o Brasil teve, o gaúcho de Pelotas deveria fazer uma autocritica, reconhecer que o seu trabalho fracassou, apagar a luz do seu “puxadinho” e, de imediato, ao lado de todos os membros de sua pasta, pedir um UBER e dar a vaga para quem tenha coragem de extirpar uma sombra que há anos emprega amigos e que agora assiste de camarote a queda de mais um chefe de comissão.

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