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Demissão de Leonardo Gaciba pode ser a saída para que a arbitragem resgate sua naturalidade

Gestão do ex-árbitro FIFA derreteu pela falta de um plano estratégico que pudesse fazer o diferente de tudo que vimos nos últimos 15 anos

Rio – Não é necessário ser um especialista no assunto, para saber que a arbitragem brasileira atravessa um dos mais infelizes momentos de sua história recente. Mesmo com investimentos volumosos que nunca antes foram destinados ao setor por parte da CBF, em razão da falta de uma gestão que seja capaz de fazer o mínimo diferente do que se viu nos últimos anos, o panorama que se tem é de uma categoria fragilizada incapaz de traduzir dentro de campo, os esforços que são feitos fora dele pelo presidente Rogério Caboclo.

Na contramão de um trabalho de excelência feito pela presidência da CBF mesmo em meio à pandemia para fortalecer clubes, federações e a própria arbitragem, a cada rodada do campeonato brasileiro o gaúcho Leonardo Gaciba vai ficando cada vez mais distante do comando de uma pasta que ele tinha tudo para fazer a diferença, mas abraçado ao seu egocentrismo, mantê-lo no cargo é um erro que precisa ser corrigido.

Com uma gestão frágil que apresenta sérias dificuldades em priorizar o critério técnico repetindo nas escalas do Brasileirão 2020 árbitros que não conseguem ter um bom desempenho no campo de jogo, o que se vê no 2º andar da CBF é um setor perdido, sem comando, que ao invés de se preocupar com a “próxima escala” das inúmeras pessoas que são atrelados a ele, deveria montar uma força tarefa para que a arbitragem conseguisse sair do CTI.

 

Mas para que isso aconteça é necessário que Rogério Caboclo recomece, assumindo o protagonismo de mudar algo que há anos assola a arbitragem brasileira. A comissão de árbitros da CBF é o único setor do esporte mundial em que o presidente, quando demitido, acaba realocado para outros cargos, isso além de esfolar a folha de pagamento da própria entidade, evitando assim que esses recursos sejam destinados na qualificação da categoria, faz com que os novos que entram se sintam intimidados em realizarem mudanças, algo que ficou claro na gestão Gaciba.

Como consequência de tudo isso, o que se vê ainda na 6ª rodada do Brasileirão 2020, são clubes insatisfeitos por pagarem alto pelos novos cargos que foram criados, como o de “Quality Manager”, que trocando em miúdos, não serve para nada além de premiar quem é escalado com diárias e passagens aéreas, além dos assessores, inspetores e, principalmente, os instrutores que fiscalizam o VAR, fazendo com que fora de campo a briga pelas escalas esfacele ainda mais um setor que a cada dia vai atingindo o fundo do poço.

Sem perspectivas de futuro insistindo no “menos do mesmo”, Gaciba assiste a tudo quieto, panorama bem diferente ao que vimos durante a interrupção das competições em que ele protagonizava vídeos sem sentido que hoje percebemos que não valeram de nada. Tudo isso justifica não só a sua saída, como a de todos os que fazem parte da já considerada pior gestão de arbitragem que a CBF teve nos últimos anos, bem semelhante ao que protagonizou Sérgio Corrêa, dirigente que tocou no VAR, e os resultados negativos estão aí, para quem quiser ver.

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