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Quality Manager: a nova função criada na arbitragem que te faz receber e viajar gratuitamente pelo Brasil

Em meio à pandemia, ser “quality manager” do árbitro de vídeo é melhor do que comprar pacotes de viagens em agências de turismo

Rio – Imagine você viajar pelos principais estados do Brasil, com direito a hotel, diárias, alimentação, transporte e, o mais importante: passagens aéreas de graça recebendo um belo salário. Não, nós não estamos falando de um executivo de uma multinacional ou sobre alguém que atue em empresas de turismo, mas da nova função criada pela comissão de árbitros da CBF, cujo nome é “quality manager”.

Embora os instrutores que fazem parte desse “seleto quadro” não tenham seus nomes expostos nas escalas do campeonato brasileiro, algo que fere a transparência e destoa das regras de compliance que a CBF adotou com a eleição do presidente Rogério Caboclo, ser quality manager sem dúvidas é um grande negócio.

Com o objetivo de viajar pelo país com todas as despesas pagas e ainda receber para isso, essa nova tendência do futebol visa criar ainda mais despesas para os clubes sem que os presidentes das federações tomem uma atitude. Criado na conturbada gestão Leonardo Gaciba, para fazer parte dele você não precisa ter conhecimento sobre futebol, basta, apenas, estar disposto a viajar pelo país gratuitamente e aprender a “verificar se o VAR está funcionando”.

Ao contrário do que ocorre com os instrutores que são indicados pelos estados, o quality manager é escolhido e escalado pela própria comissão de arbitragem. A facilidade é que como o cargo não possui a menor transparência, qualquer pessoa pode ser escalada, inclusive o polêmico ex-árbitro potiguar, ítalo Medeiros, como confirma o documento assinado por Leonardo Gaciba.

Confira clicando AQUI.

Em tempos de pandemia em que profissionais de todas as áreas, inclusive do esporte, tiveram um abalo econômico estrutural em suas carreiras, a comissão nacional de arbitragem, no mais alto grau da insensibilidade, cria mais um cabide de empregos sem a menor ou razoável justificativa, independente dos ineficazes protocolos criados para o árbitro de vídeo. Sem escutar as federações, se sobrepondo a relação institucional entre as entidades filiadas à CBF, e a própria Confederação, a gestão Gaciba segue batendo cabeça criando cada vez mais polêmicas em um setor que a cada dia se supera.

Por qual motivo o Analista do VAR, que também fica na cabine, não pode exercer a mesma função do quality menager”? Essa é a pergunta que os clubes deveriam fazer ao setor que mais gasta na CBF, mas que poucos resultados traz.

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