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Sem autorização da CBF, árbitros compram assento conforto da Gol e mandam a conta para os clubes

Mesmo em meio à pandemia causada pelo coronavírus no país, grupo de árbitros compram assentos confortos da GOL, despacham bagagens e mandam a conta para os clubes

Rio de Janeiro – O mundo tenta se reerguer diante dos estragos causados por um inimigo invisível que a cada dia tem ceifado vidas em todos os lugares do planeta. Mas se por um lado os clubes tentam de todas as formas recolher os cacos das consequências econômicas causadas pela interrupção do futebol em razão da pandemia do coronavírus, por outro, árbitros e auxiliares parecem pouco se importar com isso.

Quando escalados na Série A do campeonato brasileiro, eles recebem da CBF a passagem aérea para o seu deslocamento de ida e volta para o local da partida. Além disso, quase R$ 800 reais são pagos pelos clubes, a efeito de três diárias, para que os profissionais possam utilizar esse recurso na alimentação, hotel e, também, em qualquer gasto extra que se faça necessário durante a viagem.

Mas mesmo diante disso, existem alguns profissionais que além de comprarem o assento conforto nos aviões da GOL, locais onde as poltronas são mais confortáveis e possuem um maior espaço entre uma e outra, também optam em despachar suas bagagens. Nada disso teria problema se apenas um detalhe não fosse notado: os que utilizam esse expediente que não é autorizado pela CBF, pegam as notas e juntam ao borderô dos jogos fazendo os clubes pagarem por uma conta que não é deles.

Um dirigente que falou com a nossa reportagem em caráter de anonimato, informou os detalhes de como essa prática funciona.

– O pior é você ter que pagar transporte e diárias para analistas da mesma cidade. Aqui tem ocorrido de os árbitros comprarem o assento conforto, despacharem bagagens e apresentarem o recibo para que os clubes paguem por algo que já estão pagando quando desembolsam de seus recursos as diárias. Isso é feio, desonesto e eu espero que a comissão apure e tome uma providência.

Uma outra prática bastante comum que também ocorre no país é o árbitro que vai para o jogo de ônibus, mas informa no borderô do jogo que foi de carro. Pela Copa do Brasil deste ano, um árbitro e um assistente do Maranhão, utilizaram desse expediente numa prática abusiva e desonesta. O caso será encaminhado para a Corregedoria de Arbitragem da CBF tomar as devidas providências.

Segundo apurou a Tribuna do Apito, não há relatos de instrutores que tenham feito isso. Mesmo assim, continuaremos buscando todas as informações.

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