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Comissão de Árbitros da CBF beneficia o erro e repete nas escalas quem não vai bem

Leonardo Gaciba não consegue encontrar método meritocrático de trabalho, desagrada árbitros em todo país e faz árbitros sentirem falta de Sérgio Corrêa

São Paulo – Não precisa ser um especialista em gestão do futebol para saber que escalar árbitros e auxiliares não é uma tarefa fácil. Por essa razão, a CBF investe todos os meses pesado para manter funcionando um setor que desde a chegada de Leonardo Gaciba passou a atrair mídia negativa em razão da sua perceptível fragilidade administrativa.

Com dificuldades em priorizar a meritocracia imunizando alguns profissionais que erram a cada rodada do campeonato brasileiro, o chefe da comissão nacional de arbitragem repetiu, na 5ª rodada do torneio, o árbitro paulista, mas que apita em Santa Catarina, Rodrigo D’Alonso, no confronto entre Sport x São Paulo, no próximo dia 23, em partida válida pela Série A da competição.

No último sábado, em partida válida pela terceira rodada do Brasileirão 2020, o árbitro da Federação Catarinense de Futebol (FCF), deixou de marcar um pênalti claro a favor do Flamengo no confronto contra o Coritiba, além de apresentar sérias dificuldades na parte disciplinar. Mesmo assim, há pouco foi premiado, pelo próprio Gaciba com mais um jogo na Série A.

Além de ter sérias dificuldades de fazer as escalas, Gaciba nas cinco primeiras rodadas do Brasileirão 2020 não apostou em novos nomes que possam justificar a sua contratação, tendo em vista que a renovação da arbitragem brasileira é um quesito importante em qualquer plano estratégico que vise estimular a prática no Brasil. Sem dialogar com as comissões estaduais escalando árbitros que nem em seus estados atuam, o dirigente segue perdido e sem a humildade de reconhecer que tudo o que vem apresentando não está dando certo.

Repetir Rodrigo D’Alonso na escala, assim como fez com Rafael Traci e Caio Max, é desrespeitoso com quem treina todos os dias e quer uma oportunidade de mostrar o seu trabalho na elite do futebol nacional. Paralelo a isso, em mais uma rodada do Brasileirão, o mineiro Ricardo Marques, substituído da FIFA pela atual comissão, ficou fora novamente em processo público de fritura.

Árbitros discutem possível retorno de Sérgio Corrêa

No atual cenário em que poucos árbitros do Nordeste e, principalmente da Região Norte, saem nas escalas, diversos profissionais em todo país estão descontentes com a gestão Gaciba na CBF. Não há um critério aparente em suas escalas, a não ser o de beneficiar presenteando com novas designações quem erra. E isso já está gerando em diversos estados um desgaste da imagem do coordenador de arbitragem da CBF.

Em muitos lugares os elogios ao ex-chefe da arbitragem brasileira, Sérgio Corrêa, começam a crescer, tendo em vista que por mais erros que ele tenha cometido durante sua permanência no cargo, em sua gestão havia uma rotatividade de profissionais nas escalas, árbitros e auxiliares de todo país faziam parte da fatia do bolo e quem errava era imediatamente afastado para que outros tivessem oportunidades.

A insatisfação é gritante a ponto de uma série de profissionais estar disposta a devolver seus escudos à CBF, em protesto a administração sem rumo do ex-árbitro FIFA que perdeu completamente a dianteira de sua gestão. Outros nomes do futebol também surgem como favoritos para uma eventual troca na comissão, como o dos ex-árbitros Giulliano Bozzano, bem próximo a Castelar Neto, vice-presidente da CBF, e o de Cláudio Cerdeira, membro da comissão que, segundo interlocutores, seria uma escolha bem avaliada pelos presidentes de federações.

Em caráter de anonimato, um presidente de comissão revelou a sua insatisfação sobre o trabalho apresentado pelo gaúcho até aqui.

– Você viu o que o Daniel Bins fez no jogo da Ponte Preta? Observe as escalas e perceba que ele está novamente escalado. Traci enorme daquele jeito, foi mal e o Gaciba o repetiu. Foi assim com Caio e agora com D’Alonso, isso sem contar a maneira desrespeitosa como ele está tratando o Ricardo Marques. Estamos no início da competição e ele não consegue sequer rodar os árbitros oportunizando que outros profissionais atuem na Série A. Escalou o De Lima na Série B, sob qual alegação? Sua gestão é realmente muito fraca e eu acho que está na hora do presidente Rogério Caboclo tomar uma atitude, antes que o estrago seja pior.

Relatos diários de árbitros, auxiliares, dirigentes e até instrutores da CBF chegam à Tribuna em protesto a gestão Gaciba. Sem um plano estratégico para mudar esse panorama, o ex-global vai enterrando cada vez mais uma história que assim como ocorreu dentro de campo e poderia ser muito bem sucedida, fora dele vai se mostrando a cada dia pior, tornando-se a mais fraca gestão que a arbitragem brasileira viu na CBF.

Enquanto isso, o instrutor Gilberto Corrale que na última temporada atuou em incríveis 64 jogos do campeonato brasileiro como analista, foi novamente escalado, bem como membros que atuam na engrenagem da comissão.

Confira abaixo o vídeo da audiência pública que designou os profisisonais que irão atuar na quinta rodada do Brasileirão 2020.

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