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Ricardo Marques e o antagonismo de ter sido injustamente arrancado da FIFA

Entre os mais importantes árbitros do país, mineiro foi escalado em apenas uma das cinco rodadas do Brasileirão 2020 que já tiveram árbitros designados pela comissão nacional

São Paulo – A meritocracia até hoje é uma palavra pouco utilizada quando o tema é: arbitragem. Sem um critério aparente e com muitas dificuldades para designar árbitros e auxiliares nas competições nacionais, a comissão de árbitros da CBF segue atuando no achismo que conduziu o gaúcho Leonardo Gaciba ao comando do apito brasileiro.

Com um método de gestão que a cada rodada mostra a sua fragilidade administrativa, alguns árbitros já começam a sentir na pele as consequências de uma escolha que tinha tudo para dar certo, mas por não aceitar críticas e se achar mais importante do que o próprio futebol, já começa esfarelar.

É bem verdade que escalar não é uma tarefa fácil. Talvez seja por isso que essa função durante muito tempo tenha sido terceirizada, decisão que até hoje gera muitas especulações nos bastidores do futebol, mas acaba beneficiando quem não vai bem, como o paranaense Rafael Traci, que mesmo assim foi premiado com uma nova escala na Série A tirando a vaga de outros profisisonais, e prejudicando quem muito fez pelo futebol, mas que agora parece não mais servir.

Ricardo Marques Ribeiro entrou no quadro internacional em 2009 alçado pelo então chefe da arbitragem brasileira, Sérgio Corrêa. Na época, o dirigente renovou os brasileiros que pertenciam à FIFA tirando de uma só vez três árbitros medalhões que até então faziam parte dessa galeria, entre eles estava o também mineiro Alício Pena Júnior que perdeu o escudo para o colega de estado.

Com o passar dos anos, Ricardo se consolidou no quadro internacional, mas acabou saindo este ano após a nova comissão nacional, cujo Alício faz parte, decidir retirá-lo em uma decisão que até hoje ninguém conseguiu compreender, tendo em vista não só o bom momento vivido na última temporada por Marques Ribeiro, como também, que no quadro havia outros profissionais na fila e, à sua frente, para sair.

Fora da FIFA e aparentemente desprestigiado por sua federação que mesmo tendo seu ex-presidente, vice da CBF, Ricardo, que não faz da arbitragem um meio de vida graças ao seu estudo, ao contrário do que ocorria em temporadas passadas passou a ser um árbitro esquecido, como se tudo que ele construiu no futebol não valesse de nada.

Das cinco rodadas do Campeonato Brasileiro 2020 até aqui, o mineiro só atuou em uma partida, ao contrário de Alício Pena Júnior que mesmo como funcionário da CBF, neste final de semana vai para o sexto jogo assumindo mais uma vez o protagonismo de ser analista do VAR, cargo que na prática só serve para onerar os clubes e beneficiar quem faz parte da comissão.

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