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Gaciba põe árbitro mato-grossense na Final da Copa do Nordeste e deixa árbitros locais indignados

Mas perdido do que cego em tiroteio, Leonardo Gaciba escolhe um dos mais frágeis árbitros do país para conduzir a decisão mais importante do futebol Nordestino

Rio – Um tapa na cara da arbitragem Nordestina. Não há frase que melhor traduza a ‘canelada’ que o gaúcho Leonardo Gaciba cometeu, ao designar o ex-FIFA Wagner Reway para conduzir o 1º jogo da decisão da Copa do Nordeste hoje, em Pituaçu, na Bahia, no duelo entre Ceará x Bahia.

Mesmo com diversos profissionais originalmente do Nordeste à sua disposição para escalar, Gaciba parece gostar de levar problemas para o presidente da CBF, Rogério Caboclo, tendo em vista que alguns presidentes de federações comentam nos bastidores seu descontentamento com a atuação do chefe do apito.

A escala de Wagner Reway na decisão da Copa do Nordeste mostra não só a falta de compromisso do dirigente gaúcho com a arbitragem Nordestina, que bem verdade vive um momento desconfortável em uma escassez desacerbada de bons nomes, como também, o despreparo técnico e administrativo não só do diretor de árbitros da CBF, mas das pessoas que o cercam e que deveriam ajudá-lo a não cometer ‘erros’ primários como esse.

A entidade gasta milhões de reais todos os anos para manter a arbitragem funcionando, porém na prática, os resultados são pouco ou quase nada produtivos. O que se vê no país hoje, são diretores de arbitragem viajando todas as rodadas para os estados no já apelidado “ clube dos instrutores de arbitragem do futebol brasileiro”.

Desde que deixou a FIFA, Reway passou fazer parte do quadro de árbitros da Federação Paraibana de Futebol (FPF), que possui como diretor de arbitragem, o paulista Arthur Alves Junior, demitido da entidade após ter sido denunciado por árbitras e funcionárias do Sindicato dos Árbitros do Estado, cujo era presidente, de assédio moral e sexual. Mesmo com esse ‘currículo’, Arthur chegou como o salvador da pátria no estado após a Polícia Civil da Paraíba em parceria com o Ministério Público, desencadearem a ‘Operação Cartola’, que como consequência expulsou diversos árbitros e dirigentes do futebol.

Desde que assumiu a pasta, Alves Júnior até tentou melhorar o que encontrou, mas nem mesmo as chegadas de Reway e Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza fizeram com que as decisões do estadual fossem arbitradas por eles, já que árbitros de fora foram designados para os confrontos finais do estadual.

Mas parece que para o diretor de árbitros da CBF, Reway pode não servir para a Paraíba, vide as escalas, mas serve, mesmo sendo do Mato Grosso e estar momentaneamente atuando pela Paraíba, para conduzir o jogo inaugural que decide o campeão da Copa do Nordeste, ignorando uma categoria que vive momentos de dificuldades, mas que espera oportunidades nesta competição para mostrar o seu valor.

Indignados com a escala de Reway na partida, árbitros, auxiliares, instrutores e até presidentes de federações enviaram relatos à Tribuna do Apito lamentando a postura do diretor de árbitros da CBF.

Enquanto isso, há um burburinho no meio, de que se no campeonato brasileiro o Nordeste não tiver uma parcela significativa nas escalas, diversos profissionais farão uma pressão pedindo a saída tanto de Leonardo Gaciba, quanto de Alício Pena Júnior, que ao invés de prestigiar instrutores do Nordeste para a decisão da competição, a essa hora está em Salvador pedindo a todos os santos para que Reway se saia bem.

Nós procuramos o dirigente para comentar a escala, mas ele optou por ignorar nossa mensagem, adotando um perfil diferente do presidente da CBF que, com humildade e respeito, atende todas as pessoas que o procuram mesmo sendo a pessoa mais importante hoje do futebol nacional.

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