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Raphael Claus e o desafio de conduzir mais um Derby em sua carreira

FIFA de São Paulo que não empolga no campo de jogo será o árbitro de Corinthians x Palmeiras pela volta do Paulistão 2020

São Paulo – Não é de hoje que a federação mais rica do país sofre para revelar bons árbitros. Mesmo investindo cifras milionárias no segmento, a entidade comandada por Reinaldo Carneiro Bastos bem que tenta, mas não consegue voltar aos tempos áureos em que o estado de São Paulo revelava os melhores profissionais do setor.

Não precisa ser especialista no assunto para constatar que há tempos o apito paulista vive um momento nada peculiar em sua história, talvez seja por isso que nos últimos anos pelos menos quatro diretores a lideraram, fazendo com que carreiras ficassem pelo caminho.

Revelado por uma renovação que em muitos casos deixou o critério técnico de lado, Raphael Claus entrou na FIFA por estar no momento certo e, claro, na hora certa. Quando se fala que a Federação Paulista de Futebol é a mais poderosa do país, isso não se refere apenas aos valores que arrecada em suas competições, mas também, no fator político que sempre foi preponderante para que indicações de árbitros ao quadro da FIFA ocorressem.

Do interior da cidade de São Paulo, Raphael surgiu como uma luz no fim do túnel para dar continuidade ao que nomes memoráveis do apito fizeram pela arbitragem paulista numa época que a cada dia se distancia mais. Porém a empolgação acabou dando lugar a uma carreira que aos poucos, graças a ele, vai derretendo.

O Brasil até hoje é tido como país do futebol pelo que atletas imortais conquistaram no campo de jogo. Mas dentro desse contexto, não se pode falar da história sem lembrar de ícones do apito que contribuíram muito para que a arbitragem brasileira atingisse um patamar que de 2007 para cá, infelizmente deixou de estar.

Enquanto nos últimos anos tivemos a lenda viva Carlos Simon, apitando tudo nas Américas e no mundo, o Brasil corre sérios riscos de ter Claus na próxima Copa do Mundo muito mais pela pressão e importância política da Federação Paulista de Futebol (FPF), do que por competência, especialmente pelo fato de termos algumas exceções no pior quadro FIFA da história do futebol brasileiro, mas que ainda assim, são superiores a ele tecnicamente.

Sem saída e precisando de alguém para recomeçar a arbitragem paulista no estadual 2020 que retoma suas atividades na próxima quinta-feira (23), a artista Ana Paula Oliveira escalou Raphael Claus para o seu 6º Derby, mesmo sabendo que quando o jogo precisa de um árbitro, com ele no apito, o reserva passa ser a melhor opção.

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