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Presidente da ANAF manda liberar R$ 81 mil aos sindicatos filiados

Decisão inédita põe fim ao discurso de que “recursos da ANAF, mal davam para mantê-la” e auxílio emergencial agrada categoria

Rio – A pandemia gerada pela disseminação do coronavírus é uma triste e dura realidade que está assolando árbitros e auxiliares em todo país. Como a grande maioria utilizava os recursos que recebia pelos jogos apitados para viver ou complementar suas rendas, o efeito devastador causado pela Covid-19 tem feito muitas famílias passarem sérias dificuldades.

Uma das queixas que a arbitragem sempre fez em relação ao trabalho realizado pela ANAF no país, era de que muito pagava-se e pouco ou quase nada recebia-se por essa devoção. Na esteira do contraditório, ex-presidentes alegavam utilizar os recursos repassados pela CBF, oriundos das cotas de patrocínio estampadas no uniforme da arbitragem, para manter a entidade funcionando. Mas em quase dois anos de gestão e no auge da pandemia, a atual diretoria virou a página e resolveu pôr fim a essa reclamação que agora faz parte do passado.

Além de determinar que nenhum árbitro contribua com a entidade em 2020, Salmo Valentim autorizou um repasse de R$ 81 mil aos sindicatos filiados para serem revertidos em cestas básicas para a categoria. Na história recente da ANAF, essa é a primeira vez que a entidade classe fortalece sua base repassando um valor considerável em um dos momentos mais delicados que a humanidade passa.

Para adquirir o recurso porém, o sindicato ou associação precisa preencher alguns pré-requisitos básicos, como ter associados da ANAF em seu quadro associativo e estar em dia com suas obrigações sindicais, fatores que deveriam ser regra não só para o recolhimento do aporte oferecido pela entidade nacional, mas pelo fortalecimento da classe que precisa desse apoio.

Para o presidente do Sindicato dos Árbitros de Santa Catarina (Sinafesc), Johnny Barros, a inciativa é salutar, pois muitos sindicatos necessitam desse momento para ajudar os árbitros e o valor ajudará na aquisição do alimento. Semelhante a declaração de Weden Cardoso, presidente do Sindicato dos Árbitros do Amazonas, que limitou-se a dizer que essa foi a “única ajuda que a entidade recebeu da ANAF ao longo de sua história”. Seguido de Antônio Ceará, presidente do Sindicato dos Árbitros de Minas Gerais (SAMG), que avaliou de maneira positiva a iniciativa da entidade nacional e elogiou a decisão do presidente Salmo Valentim de determinar o repasse.

Titular do Sindicato dos Árbitros do Ceará (SINDARF), César Magalhães disse que a ideia é excelente, pois mostra uma preocupação da entidade com todos que fazem a arbitragem nacional. Além disso, ainda segundo o dirigente, expandir esse auxílio aos árbitros que não fazem parte do quadro nacional, mas que serão beneficiados com as cestas básicas é de fundamental importância pois os ajudará bastante.

Outras medidas foram tomadas pela ANAF durante a pandemia. Além do requerimento solicitando a inclusão da categoria no “coronavoucher”, programa social do Governo Federal que auxilia trabalhadores autônomos, a entidade encaminhou ao presidente da CBF, Rogério Caboclo, uma solicitação para que as taxas do Campeonato Brasileiro fossem antecipadas, mesmo que a legislação brasileira não obrigue a entidade atender ao pleito.

Graças a boa relação institucional entre ANAF e CBF, a resposta foi positiva e há uma expectativa de que nos próximos dias um novo aporte na ordem de R$ 900 mil seja dado pela Confederação. Somando a isso, a CBF terá liberado quase R$ 3 milhões aos árbitros durante a pandemia, mais um fato inédito e histórico no futebol nacional.

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